O peru e a trança de natal
Na Itajaí da década de 1960, os afazeres de minha família, no Natal, eram realizados mediante a cooperação de todos. Havia atividades sob o comando de meu pai e outras de minha mãe. Meus irmãos ajudavam e eu, nem tanto, por ser ainda criança (filho temporão). As tarefas de meu pai no Natal ficavam restritas aos horários de folga de sua atividade profissional. As tarefas de minha mãe no Natal eram acrescidas à infindável jornada das donas de casa dos anos 60. Estas tarefas, dentre as quais a preparação das comidas e guloseimas que marcavam as festas de fim de ano, demandavam mais tempo, e mesmo quando me aposentei, nem todas consegui reproduzir (até por causa das facilidades dos tempos atuais). Cerca de quinze dias antes do Natal eram feitos os docinhos, metade de massa à base de araruta e metade à base de mel. Depois de assados, eram cobertos com suspiro e bolinhas coloridas ou grãozinhos brilhantes e coloridos. ...