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ISLÃ E ORGANIZAÇÃO ESTATAL

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Os muçulmanos eram governados por um Califa, que permanecia na capital do império (inicialmente Damasco, até, pelo menos, o ano de 750, e, depois, Bagdá). No ano de 929 Abd al-Rahman III, que governava a Espanha/Andaluz se proclamou Califa. Esta proclamação gerou a mais famosa exposição e defesa teórica do califado, a de al-Mawaradi (m.1058). Ele dizia que a existência do Califado não era uma necessidade natural; sua justificação estava numa afirmação do Corão, “Ó crentes, obedecei a Deus, e ao mensageiro, e àquele com autoridade sobre vós”, e era portanto ordenada por Deus. (...) O califa devia possuir saber religioso, senso de justiça e coragem. Devia pertencer à tribo dos coraixitas, da qual vinha o Profeta, e só podia haver um califa de cada vez. Ele podia delegar seu poder, fosse para um propósito limitado ou sem limite, e numa província de seu Império ou nele todo; mas o vizir ou emir a quem se delegasse o poder devia reconhecer a autoridade do califa e exercer seu poder dentro d...

O emirado de Al-Andaluz

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No ano de 750 os Omíadas são depostos pelos Abássidas. Do massacre dos Omíadas pelos Abássidas, escapou Abd al-Rahman, que se refugiou na Península Ibérica. Abd al-Rahman apoderou-se do emirado da Península Ibérica, que os muçulmanos chamavam de Al-Andaluz e lá iniciou uma nova dinastia omíada. O emirado era uma espécie de Província, governado por um Emir e sua capital ficava em Córdoba. Apesar de os emires prestarem, em regra, contas ao Califa, o Emirado Andaluz assume uma situação de independência por volta do ano 755, prestando apenas reconhecimento nominal aos abássidas. O domínio muçulmano começou a se diluir, em Andaluz, no ano de 976, mas é no ano de 1492 que termina definitivamente, com a tomada de Granada pelos reis católicos Fernando de Aragão e Isabela de Castela e Leon (Espanha). Pelo menos em 1217 ainda havia muçulmanos em Portugal, posto que neste ano houve a retomada da cidade portuguesa de Alcácer do Sal. Na foto acima a Grande Mesquita de Córdoba/Espanha, que Abd al-R...

MUÇULMANOS INVADEM A PENÍNSULA IBÉRICA

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No ano de 711 ocorre a invasão islâmica da Península Ibérica pelos muçulmanos, conduzida pelo governador Musa ben Nusayr, da província de Ifriquyia, ou Ifriqiyya, atual Tunísia, e por seu Lugar-Tenente Tariq ben Ziyad. Tariq é o epônimo do Estreito de Gibraltar - corruptela lingüística de Djebel el-Tarik , A Montanha de Tariq , até então chamada de As colunas de Hércules . Esta invasão decorreu da crise que estourou com a sucessão do Rei Visigodo Witiza: um grupo majoritário da nobreza optou por eleger, um tanto tumulturiamente, Rodrigo. Um outro grupo decidiu apoiar a continuidade de algum familiar de Agila II, também Rei Visigodo. Como antes havia ocorrido em mais de uma ocasião, a facção minoritária pôde ver nos muçulmanos – que já se preparavam para assaltar o Reino Visigótico há algum tempo – o instrumento para se impor em uma guerra civil que, até então, havia ido muito mal para aqueles. Na batalha decisiva de Guadalete (julho de 711), muitos nobres visigodos desertaram, propicia...

Igrejas e Conquistas

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Quando Abd al-Rahman se refugiou na Península Ibérica (a Al-Andalus dos muçulmanos), instalou-se em Córdoba. Lá ergueu a grande mesquita. Sob ela havia uma igreja cristã (primeira foto). A mesquita (segunda foto) hoje é uma Catedral (terceira foto). A torre de hoje (quarta foto) foi minarete quando a catedral era mesquita.