Das Taifas a Granada
No final do século XI o Califado Omíada de Córdoba decompôs-se em vários reinos (cerca de sessenta), chamados taifas(1). Nestas, por óbvio, a língua de governo era o árabe, mas esta língua também era usada na alta cultura Andalus. Os cristãos e judeus (chamados “dhimmi”, que significa “Povos do Livro”) eram tolerados pelos muçulmanos, sendo permitidos os casamentos entre membros das várias culturas. Mesmo assim, cristãos e judeus não podiam construir novos templos, exibir crucifixos ou tocar sinos. A Espanha dos Cristãos (que falavam “romano”) era al-Andaluz dos muçulmanos (que falavam árabe) e ha-Sefarad dos judeus (que falavam “ladino”). A união de povos seria tal que Teresa, primeira rainha de Portugal, é dada como filha de uma muçulmana (Zaida), por MENOCAL. Tudo isto distanciava a Península Ibérica do resto da Europa, inclusive entre os cristãos católicos: os ibéricos adotavam nas cerimônias religiosas o rito moçárabe, enquanto o rito vigente entre franceses era o latino ou roman...