sábado, 7 de janeiro de 2012

Tragédias Navais que vi em Itajaí

Praia da Atalaia vista do navio Imperatriz

Praia da Cabeçudas vista do navio Imperatriz

Morar em Itajaí, especialmente na beira do Rio, é conviver com navios. O tempo passou e o Porto se modernizou. Comecei a conviver com navios ao me dar conta do mundo, na década de 60. Itajaí era o maior porto exportador de madeiras da América Latina e as madeireiras estavam em todos os cantos da cidade. Duas tragédias me marcaram naquele tempo. Uma foi a do petroleiro que pegou fogo, em 2.2.65 (Magru Floriano escreveu a respeito). Aliás, até hoje associo dia de N. Sra. de Navegantes com tragédias navais, pois volta e meia acontecia um acidente com os barquinhos que navegavam durante a Procissão.
Outra tragédia da década de 60 em Itajaí, foi o navio que naufragou na barra, ali, logo depois do molhe, na praia da Atalaia. Suponho que o navio seja o Revesbydyke, naufragado em 8.9.65. Talvez o naufrágio tenha ocorrido na frente da praia do Geremias, ou de Cabeçudas. A embarcação estava carregada de madeira e as tábuas foram caindo n'água. Todo mundo que tinha uma bateira, foi se apoderar das tábuas que boiavam na água do mar e construiu casas, fez "puxadinhos" ou vendeu o produto da pilhagem. Dois ou três anos depois o que havia sido construído se desmanchou, pois a madeira estava impregnada de sal, que enferrujou os pregos.

5 comentários:

  1. Lembro-me deste fato, meu pai me levou para ver. Durante muitos anos a ponta do navio aparecia em frente à praia de Cabeçudas. Com o tempo, sumiu definitivamente.
    Valeu a lembrança!
    Ivo L. Castro Jr

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    1. Amigo, está havendo um engano. A popa afundou no dia seguinte após ter sido deixado no local, a ponta(proa) afundou logo no dia seguinte depois da popa. O que ficou aparecendo por uns tempos foi um dos mastros que depois foi retirado.

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  2. Lembro muito bem desse acidente. Aconteceu no lado de Navegantes, a madeira não caiu, foi jogada pelos tripulantes pra tentar desencalhar o navio que estava sendo puchado sem secesso por um rebocador. Depois de quase descarregado e com a maré alta foi desencalhado e rebocado pra frente da praia de Cabeçudas. Durante a noite afundou a popa e no dia seguinte a proa. O mastro ficou pra fora da agua por uns tempos depois foi retirado por ter havido afogamentos de pessoas que queriam ir até la nadando. Existe naquela area duas boias, uma sobre uma pedra a outra esta sobre o navio.

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  3. O primeiro comentario não está correto. O navio não naufragou em frente a Praia de Geremias nem Cabeçudas mas sim depois do molhe de Navegantes. Também não ficou anos com a proa fora da água, O navio logo após ter sido deixado em frente a praia de Cabeçudas afundou a popa e no dia seguinte afundou a proa. O que ficou pra fora da água fou apenas um dos mastrosque logho depois foi retirado e trazido para a praia, o fim dele não sei.

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