Religião e Estado 22 (no L. 4 das Ordenações Filip.)
África Centro-Oriental: -
A grande quantidade de pessoas que vieram da África para o Brasil, em imigração forçada, fez com que muitos componentes culturais fossem transplantados. Esta influência cultural também se manifestou na religiosidade.
FREYRE assinalou a mestiçagem como uma das características colonização portuguesa: Pelo intercurso com mulher índia ou negra multiplicou-se o colonizador em vigorosa e dúctil população mestiça, ainda mais adaptável do que ele puro ao clima tropical[1].
Os portugueses chegaram na costa africana por volta de 1442 e do ano de 1445 datam as primeiras compras de escravos.
Há notícia de que pessoas, no Congo do século XVI, foram escravizadas pela prática de feitiçaria.
Os sacerdotes, no Congo do século XVI, eram conhecidos como quitomes e gangas.
As cidades do Congo se chamavam mbanza e as aldeias lubata. O chefe da aldeia era o nkuluntu e o chefe religioso, o kitomi. Este kitomi era quem entronizava o novo chefe, razão pela qual legitimava a ordem política. O símbolo do poder do kitomi era um bastão de 120 cm, com o topo esculpido. O nascimento de gêmeos era prenúncio de males irremediáveis, de modo que havia rituais quando de seu nascimento para afastar tais males.
No Congo do Século XIX, um homem importante podia mandar escravos em seu lugar para serem submetidos ao ordálio por veneno, num julgamento por feitiçaria.
Em Angola, no Século XVII, o nome kimbundo para ordália era bulungo. Uma das práticas religiosas se chamava enxaquetamento.
Quimpaco na Língua Muxicomga (também falada em Angola e Congo no século XVII) quer dizer feiticeiro.
[1] FREYRE, Gilberto. Casa-grande & Senzala. São Paulo, Global, 47 ed., 2003, p. 74.
[2] KI-ZERBO, Joseph. História da África Negra. Tradução de Américo de Carvalho. Mem Martins (Portugal), Publicações Europa-América, 3ª Edição, 1999, pp; 202-208; 224.
Comentários
Postar um comentário