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Religião e Estado 31 (no L. 4 das Ordenações Filip.)

África 10 -  Aqui é narrado mais um episódio de encantamento de crocodilo, no qual um crocodilo devolve uma mulher que engoliu, para que esta seja condignamente sepultada. Segundo CADORNEGA, existem dois modos de se prevenir dos crocodilos: um é fazer uma estacada de pau a pique, todas as estacas muito juntas, enfiadas no leito da lagoa, para que se possa pegar água dentro destas estacas sem ser atacado pelos crocodilos; o outro modo é retirar a água com uma cabaça presa numa vara comprida. Uma certa mulher, entretanto, não se utilizou de nenhum destes expedientes e, tão logo colocou a mão dentro d’água, o crocodilo dela se aferrou, levando-a para ser devorada nas profundezes da lagoa. E, diz CADORNEGA, a mulher morreria sem sepultura eclesiástica, não fosse o encantamento do lagarto (= crocodilo) pelo nativo ( p. 131 / 739 pdf).  Mas, sabendo os nativos do grande desgosto da senhora da negra que morreu,   foram chamar um negro de fama que eles conheciam por encantador o...

Religião e Estado 27 (no L. 4 das Ordenações Filip.)

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África Central e Oriental 6  -  Nesta postagem transcrevo a narrativa que CADORNEGA faz sobre nativos africanos que eram comerciantes (no texto são denominados “ tratantes ” por ser a palavra com que se designavam os comerciantes, ou mercadores na época). No mesmo trecho abaixo transcrito, se atribui a ferocidade de um ataque de leões, a estarem estes animais encantados por obra de um Sova (Soba) importante do lugar.  O carreto de levar aquele zimbo a Congo e ao mais Reino custa muito porque é de muito pezo e se pagão muitos xicacos pelo caminho e passagens dos Rios que são como Aduanas, Rendas e Direitos Reais daquele Rey, e ainda assim tem conta e se leva muita quantidade pela Escravaria da gente portuguesa e Gentio alugado, e por outros a que chamam Mubiris , negros tratantes que correm todo aquele Reino, e todas as mais partes; são gente como Ciganos não nos furtos se não em andarem bolantes, entrando em toda a parte onde há negócio e não bolem em coisa que levam ...