Um dia, em Nova Iorque, vi um policial entrar rapidamente numa lanchonete, pegar um lanche, receber um chamado pelo rádio e sair correndo. Igualzinho aos filmes. Aquela situação me fez crer que os estadunidenses procuram pesquisar a realidade ao fazerem filmes, para retratá-la na arte, até para dar verossimilhança à ficção. Nas novelas e filmes brasileiros, parece que, em nome da liberdade de criação, estiliza-se a realidade. Pelo menos a realidade jurídica, que é a que eu conheço. Raramento vejo uma cena, num filme ou novela que envolva Juízes, Promotores, Polícia, em que não haja um erro crasso em relação ao que é mostrado e o que acontece no mundo real. No filme "Meu Nome Não é Johny", por exemplo, a Juíza faz a sentença em casa e consulta um livro velho. Não é o que acontece. Um bom juiz, um bom promotor, trabalham no fórum, pois têm a obrigação legal de cumprir o expediente forense (isto consta do art. 35 da Lei Orgânica da Magistratura Nacional e do art. 237 da Lei Orgâ...