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Fotos Coloridas à Mão

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Na década de 1940 ainda não tínhamos fotos coloridas por aqui. Então se coloria à mão. O fotógrafo pintava as fotos. Mas havia também as fotos em que uma parte era artisticamente pintada, mesmo que a arte se limitasse a reproduzir o que havia sido fotografado em preto-e-branco. Nas fotos acima, uma foi colorida manualmente e a outra mostra como era a pessoa e a roupa na foto em preto-e-branco. As fotos são, presumidamente, de 1943 ou 44.

Irmão Sol, Irmã Lua

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Casario em Assis Redondezas da Casa de São Francisco Rua de Assis Uma das portas de Assis Igreja em Assis Turista indo ver igreja Museu Romano em Assis Revendo o filme Irmão Sol, Irmã Lua lembrei-me que, enquanto não saí do hemisfério sul,  imaginava que sempre fazia frio no hemisfério norte. As roupas dos personagens do filme são pesadas e provavelmente quentes. Visitando Assis, na Itália, no verão (agosto) vi que lá também faz calor. Fiquei em dúvida se, na Idade Média, as roupas eram as mesmas durante o ano todo e as pessoas sofriam muito com o calor, ou se o filme não foi muito fiel à realidade. Um detalhe curioso: na Itália não se permite que mulheres entrem nas Igrejas com o ombro e as coxas descobertas, de modo que as visitantes ou pegam uma capinha na porta da igreja ou levam um lenço, como a moça de uma das fotos. 

Caipiras Negaceando

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O quadro acima é uma cópia do original de Almeida Júnior (ver informações aqui ). Esta cópia foi presenteada a meu pai no final da década de 1940 ou começo de 50. Ficava em destaque na sala de jantar lá de casa. Apesar de eu ter visto uma fotografia do original no Tesouro da Juventude, nunca ficou muito fixo na minha memória o nome verdadeiro da obra, que chamávamos "o quadro dos caçadores". Numa temporada de praia (quando íamos para Balneário Camboriú), meu pai contratou um homem para tomar conta da casa. Perguntou-se ao guardião se ele não teria medo de ficar sozinho na casa. Ele disse que poucas coisas o intimidavam. Uma delas era o quadro dos caçadores, que ele suplicou ao meu pai fosse mantido escondido por um lençol.

Vida e Arte

Um dia, em Nova Iorque, vi um policial entrar rapidamente numa lanchonete, pegar um lanche, receber um chamado pelo rádio e sair correndo. Igualzinho aos filmes. Aquela situação me fez crer que os estadunidenses procuram pesquisar a realidade ao fazerem filmes, para retratá-la na arte, até para dar verossimilhança à ficção. Nas novelas e filmes brasileiros, parece que, em nome da liberdade de criação, estiliza-se a realidade. Pelo menos a realidade jurídica, que é a que eu conheço. Raramento vejo uma cena, num filme ou novela que envolva Juízes, Promotores, Polícia, em que não haja um erro crasso em relação ao que é mostrado e o que acontece no mundo real. No filme "Meu Nome Não é Johny", por exemplo, a Juíza faz a sentença em casa e consulta um livro velho. Não é o que acontece. Um bom juiz, um bom promotor, trabalham no fórum, pois têm a obrigação legal de cumprir o expediente forense (isto consta do art. 35 da Lei Orgânica da Magistratura Nacional e do art. 237 da Lei Orgâ...