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Mostrando postagens com o rótulo Angola

Religião e Estado 35 (no L. 4 das Ordenações Filip.)

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  África 14 - Nesta postagem, veremos as notícias que CADORNEGA dá a respeito de adultério, homossexualismo, feitiçaria e formas de pedir às divindades fertilidade das sementes e boa colheita, n’ Angola do Século XVII . Em que fazem muita superstição é em andarem uns com outros de opanda (adultério – FIGUEIREDO, João. Política, Escravatura e Feitiçaria em Angola – p. 164, nota de rodapé 4), que é de amizade, trocando suas concubinas uns com outros; e indo o marido fora ou falecendo, fica o amigo senhor da casa do outro, como se fora a sua própria. Há também entre este gentio muita sodomia, tendo uns com outros suas imundícias e sugidades, vestindo como mulheres; e lhes chamam pelo nome da terra quimbandas ; os quais no distrito ou terras onde os há, têm comunicação uns com outros; e alguns deles são finos feiticeiros, para terem tudo mau; e todo o mais gentio os respeita e os não ofendem em coisa nenhuma, e se sucede morrer algum daquela quadrilha, se congregam os mais a lhe vir ...

Religião e Estado 34 (no L. 4 das Ordenações Filip.)

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África 13 -  Nesta postagem veremos a descrição que CADORNEGA dá dos rituais que os habitantes do Ndongo (hoje Angola), no século XVII, praticavam quando do nascimento de gêmeos , do nascimento dos primeiros dentes das crianças, da primeira menstruação das meninas e dos tratamentos de certas enfermidades . Como parte dos tratamentos de doenças (aparentemente como medida para evitar o contágio) está a colocação de badulaques em encruzilhadas (palavra e ritual que conhecemos até hoje no Brasil). Em o nascimento deste gentio há muita algazarra e bailes; e logo lhes põem os nomes dos ídolos em quem adoram, a quem o pai e mãe os dedicam [E se parem gêmeos, fazem muitas superstições , que todas as que vão ver a parida, antes de entrarem hão de levar umas ervas do campo que elas conhecem, e as hão de botar sobre a casa antes que entrem, onde está à porta da banda de dentro, avó mãe ou parenta com um vazo de suas mochinifadas , com um estrapalho como hissopo, vai ruciando a todas as ...

Religião e Estado 30 (no L. 4 das Ordenações Filip.)

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  África Central e Oriental 9  -  Nesta narrativa, CADORNEGA descreve mais um encantamento de animal. Um crocodilo (que CADORNEGA chama de lagarto) abocanha um menino nativo (que CADORNEGA denomina “ muleque ”), mas o menino é salvo por um homem que persuade o crocodilo a devolver a criança. Um bispo ( p. 113/727pdf ) queria ver os monstros marinhos (os hipopótamos, que CADORNEGA chama de cavalos marinhos ).  Para tanto, chamaram um nativo (negro) que era encantador (encantava os hipopótamos). O encantador, tocando umas inxias , que são apitos, fizera com sua arte, não boa, vir aonde foram bem vistos do Bispo e dos mais circunstantes, e andar ele mui confiado entre eles e as vezes pondo-se em cima de alguns.   Ao falar do rio Lucala, CADORNEGA diz que a nascente dele e dos rios Dande e Lifua é nas terras do sova Dembo Samba Angombe . Diz que bebeu das águas e comeu do peixe do rio Lifua e que este peixe tinha muitas espinhas ( p. 129/737pdf ). Depois passa a na...

Religião e Estado 29 (no L. 4 das Ordenações Filip.)

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África Central e Oriental 8  -  De como morreu O Alma no sertão d’Angola , mesmo sendo um baqueano . Prossigo nas narrativas de CADORNEGA sobre as práticas religiosas originárias, em Angola e região, no século XVII . Aqui se narra sobre como um indivíduo conhecido por O ALMA foi morto por atentar contra uma cerimônia religiosa dos nativos. O ALMA era um baqueano. No livro de CADORNEGA há anotadores diferentes, um é DELGADO o outro é CUNHA . CUNHA, em nota de rodapé, explica o que é baqueano (p. 102/719pdf ): Baqueano — termo empregado no sentido de — gente já acostumada ao sertão, Já aclimada no sertão, — vocábulo vulgar na linguagem da época em Angola e no Brasil. Este termo é usado para narrar a história de um morador do sertão, que vivia escondido na mata por alguns crimes que havia cometido. Um certo dia ele entrou na cidade e foi falar com o Governador, dizendo que poderia indicar onde estava O ALMA. Ganhou presentes por conta da entrega. Foi embora e alguém disse ao G...

Religião e Estado 26 (no L. 4 das Ordenações Filip.)

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  África Central e Oriental 5  -   Dando continuidade às postagens sobre Religião e Estado, relato, aqui, a descrição que CADORNEGA faz da conversão da então Rainha de Angola N’Zinga ( Nzinga ) M’Bandi (Mbandi) ( Ginga /Jinga) , de sua religião originária, para o catolicismo. ( pp. 167-170/433-435pdf ). Nzinga foi uma Rainha Angolana no século XVII. Ela seguia sua religião nativa e, em decorrência da colonização portuguesa , mudou para o catolicismo. Em decorrência desta mudança, abandonou seus símbolos e imagens (nquisses/nquises) ligados à prática religiosa de seus ancestrais e assumiu os do catolicismo. É o que se pode ler a seguir, na linguagem de CADORNEGA. O Padre Capuchino e Missionário Apostólico Frei Antônio Romano reduziu Ginga/Nzinga/Jinga à fé de nosso Senhor Jesus Cristo, fazendo-a detestar de todas suas Idolatrias Gentílicas, entregando com suas pregações e santas admoestações um Cofre a que chamam na sua língua Mosete, todo de prata maciça, em que encer...

Religião e Estado 24 (no L. 4 das Ordenações Filip.)

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  África Central e Oriental 3  -  Dando continuidade aos prolegômenos à abordagem do tema Religião e Estado no Livro 4 do Código Filipino, prossigo transcrevendo trechos de CADORNEGA, Antônio de Oliveira de . História Geral das Guerras Angolanas – 1680 – Tomo I - ; Lisboa, Agência-Geral do Ultramar, Lisboa, 1972. Reprodução fac-similada da edição de 1940. Aqui transcrevo um episódio que me pareceu doloroso, que revela a crueldade do que era, na realidade, um confronto de religiões: O Governador de Angola , representante colonial, simula estar doente e pede auxílio do curandeiro nativo . Quando este aparece, é preso e morto ( pp. 367-372/209-212pdf ):  Sabendo como dissemos que estava na Bamza do dito Angola Quiaito, e como o dito Sova tinha ido a sua terra que assistia sempre em Masangano ao Governador, e parece que tinha ido ver aquele portento de Santidade ou de malinidade, que a ventura lhe tinha trazido a sua terra, para o Governador sair com o qu...