Postagens

Mostrando postagens com o rótulo grampo

Grampo

Interessante os casos de crimes pegos em grampo telefônico: não se discute se o sujeito cometeu o crime ou não, se discute se o grampo podia ter vazado, se tenta apurar como vazou o grampo, se tenta invalidar a prova e por aí vai. E o pior é que tem operadores do Direito que se distraem (alguns operadores cuidam de alimentar esta distração) com esta discussão e acabam esquecendo de julgar o crime revelado no grampo. No nosso caso, ficamos tão ocupados em nos defender, que mal nos sobra tempo para acusar. Nestes casos de grampo, é bom que se diga, o sujeito é pego de tal maneira com a boca na botija, que não lhe resta outra coisa se não tentar destruir a prova. Vi casos em que os réus ficavam calados no interrogatório, pois tinham confessado tudo no grampo e não falavam mais para não se comprometer. Esse negócio de ficar calado no interrogatório, mesmo sendo um direito constitucional, nunca dá uma boa impressão. Mas, do jeito que a coisa está indo, daqui a pouco algum operador do Direit...